É fácil falar difícil?

Após ler algumas postagens nos Blogs de meus companheiros educadores acho também posso exemplificar uma atitude que pode e deve fazer parte do cotidiano de todos os professores.

Em uma brincadeira ao final da aula estava comentando com um grupo de alunos sobre as Leis e eles me disseram como é complicado entender as Leis e os termos jurídicos utilizados. Então disse que não é difícil entender, basta ter paciência e um bom dicionário para “traduzir/interpretar” o que os textos estavam dizendo. Rapidamente veio a idéia de uma atividade. Desafiei os alunos a escreverem um texto curto mas com palavras tão incomuns (ou difíceis) que ninguém conseguiria entender. Orientei que eles escrevessem o texto normalmente e em seguida utilizassem um dicionário para buscar sinônimos e substituir o máximo possível de palavras e frases, a fim de tornar o texto mais complexo, entretanto, sem perder o sentido. Eu também entrei na brincadeira e escrevi o texto abaixo e pedi que eles interpretassem:

Que me indultem os neófobos mas filoneísta nato que sou, complacente rogo discernimento resguardando que a tecnologia descerra novos horizontes. Ávido em alçar as tecnologias ao seu digno posto, obstino em minha missão docente.

Acho que exagerei um pouco no texto mas no final “logrei êxito” em minha atividade pois consegui fazer com que os alunos perdessem o medo (e a preguiça também) de procurar em um dicionário as palavras que não entendiam e facilitei o enriquecimento de seu vocabulário. Após a atividade, passei alguns sites de dicionários on-line a fim de incentivá-los a continuar buscando por estas informações mesmo que não tenham um dicionário por perto.

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A CIÊNCIA da Inovação.

Criar
 Inovar
Experimentar
Notar
Construir
 Inventar
Aprender

 

Verbos transitivos para uma educação inovadora.

 

Inicio esta postagem com um pedido de desculpas pela minha ausência nas últimas duas semanas mas tive alguns contratempos que dificultaram muito minha produção de textos e contribuições para este espaço bem como minha participação nas atividades do Fórum. Mas como todos dizem… “Antes tarde do que nunca”.

Vasculhando muito rapidamente as postagens do nosso grupo achei muito interessante a postagem do Prof. Guilherme sobre Anamorfismo . Acho que são estas "sacadas" que fazem com que os alunos se interessem pelas disciplinas e conteúdos tradicionais dos currículos escolares. Se não houver uma aplicação ou justificativa para a matemática, química, biologia ou outra disciplina "existir na face da terra" parece que nossos alunos não dão o devido valor a estes saberes. Também gostei muito do seu Projeto Fractal Multimídia onde mais uma vez o aluno deixa de ser coadjuvante no processo de aprendizagem e passa a ser o próprio "construtor" do seu conhecimento. Isso valoriza as diversas formas de aprendizagem (GARDNER) pois, ao utilizar elementos do cotidiano a escola e o educador não somente facilitam a aprendizagem de conceitos, como também desenvolvem no aluno a atitude de associar os conceitos científicos à realidade vivenciada, favorecendo ambientes para uma efetiva apropriação dos conhecimentos (SOUSA, 2008).

Sou um apaixonado por estes conceitos de teoria e prática caminhando juntos (DEWEY) para uma aprendizagem efetiva e digo que é isto que falta em nossas escolas. O aluno precisa ser desafiado a entender e reconstruir o mundo que o cerca e com isso o aprendizado se torna efetivo e terá valor para toda sua vida.

Outro fator importante que considero em projetos voltados para a educação é a proximidade e relação da ciência com os conteúdos discutidos e trabalhados pois, acredito que estes saberes são a base para a compreensão do mundo que nos cerca.

Ao visitar (virtualmente) alguns trabalhos e projetos educacionais, uma coisa me chamou a atenção, a CRIATIVIDADE dos educadores em aplicar e difundir os conceitos presentes no currículo escolar. Do meu ponto de vista, esta criatividade resume muito bem o conceito de inovação uma vez que, se considerarmos a inovação como a prática de criar e mudar a forma de fazer as coisas, nada melhor do que a criatividade para inventar uma nova maneira de lecionar e de fazer as coisas. Isso acaba “contaminando” os alunos que também criam e inovam a maneira de aprender e quando esta simbiose torna-se parte do dia a dia escolar, tudo isso que chamamos de “processo ensino/aprendizagem” passa a ser feito de maneira tão natural e prazerosa que nem percebemos.

Alguns de vocês devem estar se perguntando, onde entram as tecnologias nisso tudo? A resposta é simples: Como ferramenta e para a construção de ambientes para o desenvolvimento de tudo isso que já foi dito. Uma coisa muito importante deve ser lembrada, não basta só incluir a tecnologia, ela dever planejada e direcionada para atingir os fins especificados em cada projeto pedagógico. Isto fica muito claro em um vídeo que eu achei muito interessante no blog da professora Cláudia Almeida Pires o qual recortei logo abaixo:

  

 

Atividade do Fórum

Nesta última atividade do Fórum deveríamos selecionar um projeto e descrever seus aspectos, recursos tecnológicos utilizados e algumas características mais relevantes e depois eu deveria fazer uma espécie de resumo e postar aqui neste espaço. Pois bem, confesso que não tive muito tempo para analisar todos os projetos como eles merecem, mas depois, quando os vi rapidamente, percebi que todos tinham uma característica em comum e que inclusive já comentei: A CRIATIVIDADE. Todos os educadores se empenham em criar novas formas e modelos didáticos a fim de tornar as aulas mais atrativas e prazerosas a seus alunos. Sou veemente em afirmar que esta criatividade aflorada nos educadores acaba permeada nos alunos e como nós já sabemos, os alunos sentem prazer em aprender. O resto é história (Quero dizer: será contada pela história de nossa passagem pela educação).

 

Referências:


DEWEY, John – Escola Nova e Pedagogia de Projetos – disponível aqui

GARDNER, Howard – Inteligências Multiplas – disponível aqui e aqui

SOUSA, Cidoval Morais; Hayashi, Maria C. P. I., (orgs), Ciência, Tecnologia e Sociedade: Enfoques teóricos e aplicados, São Carlos, Pedro e João Editores.